Diamantina – Edifício do Foro

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Imagem: Governo Estadual

IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Nome atribuído: Casa à Praça Juscelino Kubitschek (Edifício do Foro)
Cidade: Diamantina-MG
Número do Processo: 413-T
Livro do Tombo Belas Artes: Inscr. nº 349, de 09/01/1950
Descrição: A casa situada na praça Juscelino Kubitschek é uma das mais imponentes edificações do período colonial, do antigo arraial do Tijuco. Presumivelmente construída para ser utilizada como residência particular, pertencia em princípios do século XIX a Vicente Ferreira Fróis, personalidade atuante na política local da época. Posteriormente, o prédio passou a ser propriedade do coronel Duarte Henrique da Fonseca e, em 1837, foi transferido em escritura para o tenente Antônio Modesto de Almeida. Não foi localizada a documentação relativa à posterior aquisição da casa pelo poder público, sabendo-se apenas que, em meados do século XIX, abrigava a Câmara Municipal .Nessa época, as dependências inferiores estavam alugadas, mas viriam a ser ocupadas pelo Fórum, sediando ao mesmo tempo nos porões do edifício a cadeia pública local. Com a transferência da mesma para outro local, o prédio tornou-se conhecido apenas pela sua utilização como Fórum. Em 1960, a edificação passou por obras de restauração empreendidas pelo IPHAN, buscando-se, inclusive, a reconstituição do aspecto original do seu entorno, através da retirada das grades de ferro próximas à entrada principal.
A edificação tem sua fachada principal voltada para a rua São Francisco, de forte aclive, e está implantada com afastamento em relação ao alinhamento da rua, gerando o amplo jardim de nível com os muros de arrimo em pedras. O projeto arquitetônico procurou utilizar de forma proveitosa a topografia do terreno, resultando num partido de forma quadrada com dois prolongamentos, um na fachada anterior e outro na posterior. Quanto ao sistema construtivo, verifica-se o emprego de distintas técnicas nas paredes de vedação, como o adobe e a taipa no primeiro pavimento e pau-a-pique no superior. O embasamento dos cunhais e esteios é feito em pedra aparelhada, de coloração esverdeada, sendo os baldrames igualmente de pedra. A cobertura é em quatro e duas águas, sendo guarnecida por uma cimalha que contorna toda a construção, arrematada em dentículos.
A fachada da praça Juscelino Kubitschek é dividida por um esteio vertical e horizontalmente por uma madre espessa que dá sustentação às quatro sacadas guarnecidas com bacias de madeira e parapeito de ferro trabalhado. Estas, encimam as janelas de guilhotina do primeiro pavimento. Os cunhais em madeira das fachadas simulam uma coluna dórica até a altura da madre e, dali até a cimalha, uma coluna jônica. A fachada frontal, ou da rua São Francisco, apresenta a porta central e três janelas de guilhotina de cada lado, correspondendo no segundo andar a sete portas-sacadas, mostrando também parapeito em ferro trabalhado. Os vãos, em madeira, compõem-se de vergas alteadas, verificando-se no pavimento superior a presença de bandeiras fixas de caixilho de vidro colorido, presumivelmente de época posterior. Internamente, a planta do primeiro pavimento é composta por três áreas, formadas por uma sequência de cômodos a partir da entrada.
Na área central, ficam o vestíbulo com a escadaria e os corredores, uma sala e um pátio interno. O segundo pavimento segue a mesma divisão em áreas, porém num sentido transversal à do andar inferior, destacando-se uma primeira área, paralela à fachada lateral, voltada para a praça, com dois amplos salões contíguos, separados por uma arcada. Todos os forros são do tipo saia-e-camisa, à exceção dos dois salões contíguos do segundo pavimento, onde os tetos são em gamela com cimalha pintada a óleo, ornada em frisos dourados. As portas-sacadas que dão para os referidos salões são ornadas por cartelas com douramentos. Esse mesmo elemento decorativo se repete na aduela do arco que divide os salões.
Fonte: Iphan.

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Patrimônio de Influência Portuguesa

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