Rio de Janeiro – Ladeira da Misericórdia

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Imagem: Halley Pacheco de OLiveira

IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Nome atribuído: Ladeira da Misericórdia
Cidade: Rio de Janeiro-RJ
Tombamento Homologado: 27/10/2017.
Descrição: A ladeira resistiu ao tempo e a todo desmanche promovido ao seu redor e agora será definitivamente preservada. Aberta em 1567 e ainda mantendo seu calçamento pé-de-moleque, feito por escravos, a Ladeira da Misericórdia fica ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Bonsucesso (a mais antiga da cidade) e do prédio do hospital da Santa Casa da Misericórdia, ambos tombados pelo Iphan.
A cidade do Rio de Janeiro começou neste primeiro acesso ao Morro do Castelo, que era delimitado pelas atuais ruas São José, Santa Luzia, México e o Largo da Misericórdia, no Centro. Com o tempo, outros dois acessos passaram a levar ao Morro do Castelo: as ladeiras do Carmo e do Poço do Porteiro, depois denominada Ladeira do Seminário. A Ladeira da Misericórdia é a única que teve um trecho preservado.
O Morro do Castelo
Com uma área de 180 mil metros quadrados e conhecido por abrigar o Forte São Sebastião, existente em seu topo, o Morro do Castelo (1567) foi o primeiro centro urbano do Rio. Em seus primeiros anos de ocupação, o Morro era um local fortificado para abrigar portugueses e resistir a qualquer tentativa de revide por parte dos franceses e dos tupinambás, chamados de tamoios.
Futuramente, acolheu pessoas com poucos recursos econômicos, entre eles muitos imigrantes, principalmente italianos. O Morro do Castelo foi demolido em 1921, por uma então moderna técnica de engenharia de jatos d’água. O material decorrente do desmonte foi usado para aterrar parte da Urca, Jardim Botânico, Lagoa Rodrigo de Freitas, o espaço do Jockey Club, pontos da baía de Guanabara e a região que hoje abriga o aeroporto Santos Dummont. A Ladeira da Misericórdia constitui a única porção restante do Morro do Castelo.
Fonte: Iphan.

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Comentários

  1. Olinio Gomes P. Coelho |

    A Ladeira foi tombada pelo governador Carlos Lacerda do estado da Guanabara em 8 de outubro de 1965, pelo Decreto “E” nº 858, por proposta da Divisão de Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Guanabara, ficando então preservada.

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