Vila Bela da Santíssima Trindade – Palácio dos Capitães Generais

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Imagem: Patrimônio de Influência Portuguesa

IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Nome atribuído: Ruínas da Igreja da Matriz de Vila Bela da Santíssima Trindade, situadas na quadra delimitada pela R. Municipal ou dos Mercadores, pela Travessa do Palácio, pela R. Dr. Mário Correa ou do Fogo e pela Travessa nº 4, ou de Trás do Palácio, e Ruínas do Palácio dos Capitães Generais
Cidade: Vila Bela da Santíssima Trindade-MT
Número do Processo: 877-T-1973
Livro do Tombo Histórico: Inscrito em 06/1988
Descrição: Trata-se das ruínas da antiga capital da província do Mato Grosso, situada no extremo oeste do Estado, às margens do rio Guaporé. Região descoberta em 1730, logo o governo português percebeu a importância de conservar as jazidas de ouro e a possibilidade de introduzir manufaturas anglo-portuguesas no Peru construindo na fronteira, ao longo do rio, uma rede administrativa e militar destinada a rechaçar eventuais ataques dos espanhóis. Esta rede, ao longo do Guaporé, se comunicaria com o Pará através de Guajará.Mirim e o rio Amazonas.
Fundada em 17 de março de 1752, para a fixação de um núcleo urbano na fronteira ocidental, permaneceu como capital até 1820, quando esta foi transferida para Cuiabá. Em 1752 o governador Rolim de Moura e comitiva chegaram ao povoado e, em 1771, foi iniciada a construção da Matriz da Santíssima Trindade. Tem-se notícias que, em 1775, houve uma primeira reconstrução face a desmoronamento anterior, seguida de outra em 1793.
No início do século XX, quando o Gal. Rondon passou pela região, a Matriz ainda estava de pé assim como o Palácio dos Generais localizados, ambos, em uma grande praça no centro de Vila Bela. Pouco a pouco, ambos os edifícios foram se deteriorando e a Matriz ganhou o aspecto de ruínas, com seus espessos muros de taipa de pilão sendo, pouco a pouco, destruídos pelas intempéries. O Palácio teve melhor sorte pois foi recuperado na década passada e, hoje nele funciona a Prefeitura Municipal. As proporções da Matriz são avantajadas para a cidade, e o Palácio é uma construção térrea, mais parecendo uma morada senhorial que verdadeiramente um Palácio.
Era a residência dos governadores da capitania de Mato Grosso, em Vila Bela da Santíssima Trindade. Foi edificado na época da pujança aurífera pelo primeiro capitão-general Antônio Rolim de Moura, Conde de Azambuja. É uma extensa casa térrea de linhas sóbrias erguida em taipa de pilão. Possuía cunhais em cantaria de pedra canga e interiores profusamente decorados com pinturas e trabalhos em talha aplicada e dourada. O Palácio formava com a Câmara Municipal, a Cadeia, a Casa de Fundição, o Quartel dos Dragões, a Matriz da Santíssima Trindade, a Igreja de Santo Antônio dos Militares e a de Nossa Senhora do Carmo, o núcleo primitivo da vila fundada em 19 de março de 1752 para servir de capital da nova capitania, com a denominação evocativa de Vila Bela da Santíssima Trindade. O Palácio teve sua estrutura original mantida por mais de dois séculos, apesar de seus interiores terem sofrido com a passagem do tempo, a decadência de Vila Bela e a incúria dos homens. Desapareceram as pinturas, os móveis e os adereços, mas permaneceu o corpo estrutural pelo menos até os anos de 1960. Remanescentes da arquitetura luso-brasileira do século XVIII, o Palácio foi restaurado pela então Fundação Nacional Pró-Memória, hoje IPHAN, em meados da década de 1980, e hoje sedia a Prefeitura Municipal de Vila Bela. O Palácio é considerado o ponto de partida do processo de constituição de Vila Bela. Símbolo material do poder, antecedeu as edificações particulares, as outras edificações oficiais e até mesmo as religiosas. Tal fato não é gratuito, decorre do próprio desejo da Coroa Portuguesa de constituir Vila Bela como explicitação de sua presença indiscutível na fronteira oeste da Colônia.
Uso Atual: Prefeitura Municipal de Cuiabá (Palácio dos Capitães Generais)
Fonte: Iphan.

Descrição: Atual sede da Prefeitura Municipal de Cuiabá, era a residência dos governadores da capitania e foi edificado – na época da riqueza gerada pela extração do ouro – pelo primeiro capitão-general Antônio Rolim de Moura, Conde de Azambuja. O Palácio é uma construção térrea, extensa casa de linhas sóbrias erguida em taipa de pilão. Possuía cunhais em cantaria de pedra canga e interiores profusamente decorados com pinturas e trabalhos em talha aplicada e dourada. Formava o núcleo primitivo da Vila Bela, com a Câmara Municipal, a Cadeia, Casa de Fundição, Quartel dos Dragões, Igreja Matriz da Santíssima Trindade, Igreja de Santo Antônio dos Militares e Igreja de Nossa Senhora do Carmo.
A estrutura original do Palácio manteve-se por mais de dois séculos, apesar de seus interiores terem sofrido com a passagem do tempo, com a decadência de Vila Bela e a ausência de restauro. Desapareceram pinturas, móveis e adereços, mas permaneceu o corpo estrutural até a década de 1960. Remanescente da arquitetura luso-brasileira do século XVIII, o Palácio foi restaurado pela então Fundação Nacional Pró-Memória, atual Iphan, em meados da década de 1980 e tombado em 1988. Essa edificação é considerada o ponto de partida da formação de Vila Bela e símbolo material do poder, que antecedeu edificações particulares, outras edificações oficiais e religiosas.
Fonte: Iphan.

FOTOS:

MAIS INFORMAÇÕES:
Monumento, p. 449
Secretaria de Estado de Cultura
Secretaria de Estado de Cultura
Patrimônio de Influência Portuguesa
Patrimônio de Influência Portuguesa
Wikipedia

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